set 27

Rubinho na Sauber?

E a temporada de especulações ainda está a todo vapor na Fórmula 1. Desta vez, até o veteraníssimo Rubens Barrichello entrou na onda. Tudo porque ele teria declarado  que ainda teria intenção de retornar ao grid da principal categoria do automobilismo mundial.

rubens_barrichello

A sexta-feira, que prometia ser muito calma, sem grandes notícias, amanheceu bastante agitada no mundo do automobilismo. Além do anúncio da assinatura do Pacto de Concórdia por parte da FOM e da FIA, os brasileiros ainda se surpreenderam com a possibilidade de Rubinho voltar a correr na F1. A informação foi divulgada pelo jornalista Michael Shmidt, da conceituada revista alemã ‘Auto Motor Und Sport’.

Em um artigo, que foi ao ar na noite de ontem, o jornalista afirma que a disputa pela vaga na Sauber está ainda mais apertada. Segundo ele, alguns pilotos estão disputando o cockpit da equipe. Dentre eles está Barrichello. A revista afirma que o brasileiro ainda está disposto a correr e teria um patrocinador forte para garantir a sua vaga no time de Hinwil.

Agora, vamos aos fatos. Não é segredo para ninguém que a Sauber não anda bem das pernas quando o assunto é financeiro. E foi por isso que ela assinou um contrato com patrocinadores russos, em troca de uma vaga para Sergey Sirotikin na próxima temporada. Ok, com a chegada do jovem russo e a provável saída de Nico Hulkenberg, o time terá uma dupla muito “imatura” – Sirotikin e Gutiérrez.

Com isso, abre-se a possibilidade de o time desistir de contar com o mexicano para contratar um piloto mais experiente. Por sinal, os nomes de Felipe Massa e o de Adrian Sutil também aparecem na lista de prováveis substitutos para Esteban. E agora surge o nome de Rubinho.

Em minha opinião, a volta de Barrichello à F1 é improvável. Não apenas pelo seu tempo fora da categoria, mas também pelos pontos citados pela revista alemã. Segundo a publicação, Rubens teria um belo patrocinador – cerca de 10 milhões – para garantir a sua vaga. E é nesse ponto que as informações não batem.

Recentemente, o próprio brasileiro não conseguiu uma vaga na Fórmula Indy porque não conseguiu um investimento maior do que três milhões para ficar com o assento. Como em pouquíssimo tempo ele conseguiu mais do que triplicar a quantia que não havia arrecadado antes? Para mim, a notícia não tem pé nem cabeça

Apesar de eu não crer nestes rumores sobre uma possível contratação de Rubinho pela Sauber, não vou cravar que é pura mentira. Até porque ninguém acreditava que Raikkonen iria retornar à Ferrari, e deu no que deu. Mas é fato dizer que a informação tem tudo para ser uma “perua”. Mesmo assim, eu gostaria de ver mais um brasileiro na F1, principalmente o Rubinho, que é uma excelente pessoa e, convenhamos, é melhor do que muito piloto que está hoje aí no grid.

Ah, também não podemos descartar a possibilidade de Massa substituir Gutiérrez. Ele ainda não fechou com nenhuma equipe e tem sim chances de voltar à Sauber. Não acho que seria uma boa opção para Felipe, que ainda merece uma nova chance em uma equipe de ponta, mas se só sobrar o time suíço, vale a pena arriscar e ver se eles conseguem desenvolver um carro semelhante ao do ano passado.

set 23

Massa merece mais respeito

Na tarde da última sexta-feira (20), li um texto que muito me chamou a atenção, mas pelo lado negativo da situação. Um blogueiro que se acha jornalista resolveu comentar a atual situação de Massa na Fórmula 1. Além das inúmeras abobrinhas ditas de uma pessoa que “acha que entende de Fórmula 1”, apenas porque viu Senna e Piquet correr e, depois da morte de Ayrton, nunca mais assistiu sequer uma provinha, o cara ainda tomou uma postura extremamente desrespeitosa com um profissional.

Massa em Silverstone

Em primeiro lugar, gostaria de destacar que eu acompanho Fórmula 1 desde a década de 90, mas não, eu não vi Senna correr, pelo menos não lembro muito, já que nasci em 1990. Acredito que só comecei a assistir mesmo Fórmula 1, entendendo um pouco sobre o que é uma corrida de verdade, a partir de 97. Nos anos 2000, minha paixão por Fórmula 1 começou e passei a acompanhar todas as provas. Desde 2010 estou no F1team e cubro a Fórmula 1 diariamente. Mesmo assim, me considero um leigo perto de vários jornalistas especializados na categoria.

No entanto, apesar de estar, em minha opinião, há tão pouco tempo no ramo “jornalístico” da principal categoria do automobilismo mundial, tenho exata noção de como as coisas funcionam nos bastidores. É fácil identificar que, principalmente na Ferrari, o piloto não “fala mais alto”. Em Maranello, o time é muito maior do que qualquer competidor.

Entre os adjetivos citados pelo tal blogueiro com relação a Massa, estão os de “antiético”, “covarde”, “subalterno” , entre outros, e ainda aproveita para alfinetar Galvão Bueno, colocando aspas quando vai chamá-lo de repórter – Ah, sem esquecer que ele classifica Rubens Barrichello dentro de todos estes adjetivos. Definitivamente, o texto escrito pelo tal, em minha opinião, não merece o mínimo crédito. É um típico texto de quem não acompanha F1 e tem uma visão massificada sobre o assunto. Apenas pega os resultados das corridas, olha como foi o de Massa e quer tirar conclusões sobre isso, sem ao menos ver uma corrida.

Não estou aqui como um advogado de Felipe, afirmando que ele seja o melhor piloto do mundo ou que foi injusta a saída dele da Ferrari. Mas não acho que Massa é o piloto “mequetrefe” como o mesmo e parte do público brasileiro acredita.

Pelo que tem apresentado nas últimas temporadas, fica na cara que o paulista não merecia ter seu contrato renovado. O que ele fez não está a altura do time vermelho. Mas não podemos esquecer o que ele já fez no passado.

Acho engraçado uma coisa, é incompreensível como os Europeus têm muito mais respeito por ele do que os seus próprios compatriotas. Pouco depois do anúncio da não renovação do seu contrato, Massa foi elogiado por alguns veículos de comunicação do velho continente e por jornalistas renomados do esporte a motor. O que muitos destacavam é os feitos que o brasileiro conseguiu há alguns anos.

Em 2007 e 2008, por exemplo, Massa foi um piloto excelente. Nestes dois anos ele tinha totais chances de ser campeão, mas quem tirou o título dele foram os erros da Ferrari, e não as falhas do mesmo, principalmente em 2008. Infelizmente, depois do acidente em 2009, Massa caiu um pouco de rendimento e, para completar, teve como o seu “parceiro” de equipe o espanhol Fernando Alonso, que em minha opinião é o melhor do mundo. No seu ano de retorno, ele acabou sendo pior do que o espanhol, que passou a ter vantagem nos anos seguintes.

Mas enquanto os europeus falavam isso, o público brasileiro só queria “descer a lenha” no ferrarista. Alguns, como o tal blogueiro que citei, ainda ousou compará-lo com Ayrton Senna, Nelson Piquet, etc, afirmando que ele não chegava nem perto do talento destes. Que comparação, hein?

Este é o grande problema de todos os brasileiros, querem comparar os pilotos nacionais com o melhor da história do automobilismo mundial. É preciso compreender que ninguém vai ser tão genial quanto ele (Senna).

Concluindo, apesar de não ter sido um piloto genial e não ter levantado um título, Felipe Massa merece um mínimo de respeito, principalmente por parte da mídia. Ele é um profissional e está fazendo o seu trabalho. Se está bem ou não, a história é outra. Quer criticar? Critique, mas com embasamento concreto, com teorias que se adequem ao assunto.

Só para finalizar, sobre a situação de Massa fora da Ferrari, acredito que o próximo ano tem tudo para ser melhor para ele. Se tiver um carro competitivo, ele tem totais condições de liderar uma equipe. Massa ainda é rápido, só não sabemos se tanto quanto Vettel, Alonso e Kimi. Torcemos para que sim.

set 09

Dança das cadeiras em Maranello?

Nos últimos meses, tenho andado muito atarefado com os trabalhos do F1Team, mas enfim volto a escrever aqui no blog. E pra “recomeçar” nada melhor do que uma polêmica que está sendo bastante comentada nos bastidores: “Felipe Massa vai continuar ou não na Ferrari?”

Nova dupla da Ferrari?

Nova dupla da Ferrari?

As especulações sobre a saída do brasileiro ganharam ainda mais força no último fim de semana, durante o GP da Itália. Tudo começou quando Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, declarou que iria tomar uma decisão ainda nesta semana, após uma conversa com Felipe. Entretanto, o dirigente, antes desafeto de Kimi, falou abertamente sobre um possível retorno do finlandês.

E foi por conta da declaração dada por Montezemolo que a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’ e a emissora germânica ‘RTL’ cravaram que o finlandês já havia acertado tudo com o time vermelho. Notícia esta que foi rapidamente difundida por todo o mundo. Praticamente todos os sites estamparam em sua capa a informação passada pelos veículos alemães.

O curioso é que, no sábado a noite, eu conversava com o pessoal aqui da redação e dizia que, pelo que tinha visto nas declarações de Montezemolo e o que Massa e Domenicali vinham falando, eu achava que a renovação do brasileiro estava muito próxima. Entretanto, depois do que foi falado ontem no paddock, já não tenho tanta certeza assim. Pelo contrário, acredito que o anúncio de Kimi agora é questão de tempo.

Como um bom brasileiro, não escondo de ninguém que torço para que Felipe permaneça na Ferrari por mais um ano. Digo até que, para a equipe, acho que seria uma boa opção. Entretanto, minha opinião para o time de Maranello, óbvio, não tem peso.

Para ampliar um pouco mais as discussões, vamos partir do pressuposto de que Kimi vai mesmo voltar para a Ferrari. A primeira pergunta que me vem na cabeça é: “Quem será o primeiro piloto?” Não me venham com essa de que não terá um segundo piloto. Todos sabem que as coisas não funcionam assim em Maranello.

Então, só me pergunto o que vai acontecer quando Raikkonen ouvir o primeiro “Alonso é mais rápido do que você”, ou o contrário. Será mesmo que algum deles vai obedecer? Pelo visto, “a briga interna” dentro do time vermelho será uma das grandes atrações em 2014.

Para falar a verdade, não sei o que seria pior, Raikkonen receber “ordens de equipe” ou Alonso. Tenho “medo” até de imaginar qual seria a reação de ambos ao ser solicitado para que abra passagem para o outro. A Ferrari pode estar refazendo o que a McLaren fez em 2007, com Hamilton e Alonso. O resultado, todos viram no fim do ano, com o título do próprio Kimi.

Para não citar apenas os pontos desfavoráveis para se manter uma dupla Raikkonen e Alonso, temos que destacar um ponto positivo. O principal é a grande possibilidade de vermos a Ferrari vencendo novamente um Mundial de Construtores. Com dois pilotos do nível de Kimi e Fernando, é óbvio que o time vermelho irá brigar forte pelo campeonato com a RBR e tem grandes chances de vencer.

Finalizando, para quem quiser descobrir quem será o “queridinho” na Ferrari, será relativamente fácil descobrir isso.. Basta ver quem terá Andrea Stella como engenheiro de pista. É simples, o italiano sempre é o responsável por trabalhar com o piloto número 1 de Maranello. Quem estiver com ele, provavelmente, terá preferência.

jun 05

Por trás dos boxes

O que as transmissões não mostram sobre os pilotos! Bom vídeo!

jun 04

As lembranças do Canadá

No próximo fim de semana, completarão dois anos do histórico GP do Canadá de 2011. Me lembro bem daquele ano, em que eu estava na cobertura da corrida. Recordo que não estava muito feliz por conta de a corrida ser durante a tarde e meu horário de trabalho iria chocar com as partidas do Brasileirão daquele ano. Mas acho que ali eu separei de vez o automobilismo do futebol. Foi naquele dia que passei a sentir muito mais emoções em uma corrida de automóveis, mais especificamente na Fórmula 1, do que em uma partida de futebol.

Não sou um veterano da F1, pelo contrário, acompanho mais a fundo a categoria desde 2006, apenas, ano em que Massa chegou à Ferrari. Antes disso, eu assistia todas as corridas, mas minha paixão maior era mesmo no futebol. As coisas começaram a mudar justamente quando Felipe começou a esboçar brigar por títulos mundiais. E tudo se transformou quando comecei a trabalhar com jornalismo esportivo e cobrindo Fórmula 1, em 2010.

E acho que o GP do Canadá de 2011 foi o que mais marcou minhas coberturas de provas até o momento. Lembro dos mínimos detalhes daquela corrida, quando uma chuva castigou a pista antes mesmo da prova, fazendo com que a largada fosse realizada com o Safety-Car. Depois, uma bandeira vermelha interrompeu a prova por um longo tempo.

No fim, uma disputa bastante emocionante entre Vettel e Button acabou com um erro do alemão na última volta e a comemoração do britânico, que ficou com a vitória na corrida.

Passeando pelos vídeos do GP do Canadá, encontrei um que mostra uma entrevista de Jenson Button à BBC. E o piloto fala justamente sobre aquela corrida. Confira o vídeo abaixo:

 

maio 24

Os “malucos” da GP2

Se tem uma categoria do automobilismo, tirando a F1, que eu gosto de acompanhar, esta é a GP2. O motivo é simples, a agressividade e, em alguns momentos, a insanidade dos pilotos faz com que as corridas sejam emocionantes. Praticamente em todas as corridas acontece um acidente em que você fala pra si mesmo: “O que esse cara queria fazer? Era óbvio que ia dar m…”.

Neste final de semana, tivemos a etapa de Mônaco da categoria de acesso da F1. Se nos circuitos amplos os pilotos já se envolvem em acidentes, imagina nas ruas estreitas de Monte Carlo!? Mas ninguém esperava que a batida envolvesse tantos carros. Nada mais nada menos do que 14 competidores se envolveram no acidente generalizado logo na primeira curva.

Confira o vídeo da largada desta sexta-feira:

Vendo isso, chego a conclusão que, além de agressivos, os pilotos da GP2 são realmente malucos. Acho que é por isso que as corridas são tão boas de se assistir.

maio 16

Imitando Kimi Raikkonen

Essa é para quem acompanha as entrevistas da Fórmula 1 e, principalmente, para os fãs de Kimi Raikkonen.

Um dos seguidores do F1team nos mandou este vídeo de James Hinchcliffe imitando o “Homem de Gelo” durante uma entrevista. Definitivamente, foi uma das imitações mais perfeitas que já vi. Confiram a performance no vídeo abaixo:

 

maio 07

Webber sai ou fica para o ano que vem?

Mais uma vez, surgiu nos bastidores da Fórmula 1 que Mark Webber estaria de saída da Red Bull. Desta vez, o responsável por divulgar a notícia foi o tabloide britânico ‘Daily Star’. O tal jornal é famoso por divulgar histórias de famosos e, desta vez, foi atrás da briga entre Sebastian Vettel e Webber.

Webber mais uma vez foi alvo de especulações na imprensa britânica

Webber mais uma vez foi alvo de especulações na imprensa britânica

De acordo com a publicação, o australiano estaria extremamente chateado com a situação que vive na Red Bull e o clima entre ele e Vettel já estava insuportável. Com isso, o veterano da F1 já teria tomado a decisão de desistir do automobilismo e tirar um tempo para descansar na Austrália.

Para ser muito sincero, não me surpreenderia se Webber resolvesse deixar a RBR no fim do ano, quando termina o seu contrato. Entretanto, os motivos citados recentemente me fazem duvidar da situação. Em primeiro lugar, o jornal que divulgou a notícia pode até ter conseguido alguma fonte exclusiva que cedeu a informação, mas a credibilidade é um pouco dúbia.

Logo depois do GP da Malásia – ápice da briga entre a dupla da escuderia taurina -, alguns veículos chegaram a afirmar que Mark já teria acertado tudo e iria disputar categorias de Turismo pela Porsche. A informação foi veementemente negada pelo próprio piloto, que até se mostrou um pouco irritado com as especulações.

É bem verdade que a relação entre Webber e Vettel não é das melhores – na verdade nunca foi boa desde o incidente na Turquia, em 2010 -, mas daí a acreditar que o australiano jogou a toalha de uma hora para outra? Aí eu já acho um pouco difícil.

Volto a dizer: Não me surpreenderia se Mark resolvesse deixar a Red Bull no fim do ano. Entretanto, duvido muito que ele já tenha definido seu futuro, ou pelo menos encaminhado algum plano para o próximo ano que não seja permanecer na F1. Vale ressaltar que, apesar de Vettel ser o queridinho em Milton Keynes, Webber ainda está na melhor equipe do grid atual, e uma pessoa não deixa um cargo de piloto da RBR de uma hora para outra.

maio 01

19 anos sem nosso ídolo

1 de maio de 1994. Nesta data, eu ainda era uma criança. Não entendia muito bem o tamanho da grandeza do Ayrton, mas acho que é a lembrança mais forte que tenho de um fim de semana triste. Naquele tempo, eu costumava acordar cedo aos domingos e, ao lado do meu pai, assistia as corridas de Fórmula 1. Eu não conhecia muitos dos pilotos, mas sempre soube que tinha um, em especial, que de uma forma ou de outra já era meu ídolo.

Por sinal, naquela época, a Fórmula 1 era o único esporte que eu assistia de verdade. O Brasil sempre foi o país do futebol, mas quando se tratava de assistir esporte, eu só parava na frente da TV para acompanhar as corridas com meu pai.

Lembro bem a expressão de espanto do meu pai na hora do acidente. Ali a corrida havia acabado para todos  em minha casa. E o feriado acabaria logo em seguida, quando foi confirmada a morte do nosso ídolo. No dia em que o corpo de Senna chegou ao Brasil e aquele cortejo com o carro de bombeiro foi transmitido pela TV, lembro que o meu sentimento era como se tivesse morrido alguém da família. Acho que ali foi a primeira vez que conheci o sentimento da morte.

Para ser muito sincero, acho que nunca me senti tão mal como naquele tempo. Era como se a esperança de um povo acabasse naquele momento. Mais do que um ídolo, Senna era um orgulho nacional, que levava o nome do Brasil e que se tinha prazer em confirmar a sua nacionalidade em uma época em que o nosso país era uma verdadeira vergonha.

Apesar de toda tristeza, acho que só compreendi o tamanho de Ayrton Senna em meados de 2005, quando em um dia primeiro de maio como este, resolvi ir a fundo nas histórias do maior ídolo nacional. Hoje lamento o fato de ter “acompanhado” tão pouco a carreira magistral de Senna. Entretanto, posso dizer que vi o Senna correr e que nunca mais existirá outro como ele.

E daí eu pergunto: E se essa imagem fosse verdade? E se aquele acidente fosse só mais um na carreira de Senna?

Senna - acidente - Ímola

Saudades do nosso eterno ídolo.

abr 22

A melhor contratação da Rede Globo

Nos últimos tempos, vimos que a Rede Globo tem ido atrás de novos comentaristas para dar mais qualidade para sua equipe de transmissões esportivas. Eu, que costumo acompanhar de perto o trabalho de vários esportistas que mudam para o lado do jornalismo, já vi muitos nomes de bastante qualidade compor o elenco “global”, mas nenhum deles se destacou tanto logo em sua estreia como Rubens Barrichello.

Com 19 temporadas na Fórmula 1, o recorde de GPs disputados e um carisma acima do normal dentro do grid, era fato que Barrichello iria ter certa facilidade para chegar mais próximo dos principais pilotos e que todos eles iriam tratá-lo muito bem. Mas a surpresa ficou para a postura do brasileiro na hora das entrevistas. Nem parecia que ele estava na frente das câmeras. As entrevistas com os pilotos pareciam mais ser uma “conversa entre amigos”.

Rubinho foi o destaque na transmissão do GP do Bahrein

Rubinho foi o destaque na transmissão do GP do Bahrein

O papel que Rubinho fez ontem, Burti até que tentou fazer no GP de Mônaco no ano passado, quando a Globo iniciou este novo modelo de transmissão, que conta com entrevistas no grid antes das corridas. Luciano até que se esforçou para se sair bem, mas o fato de não ter passado muito tempo na F1 fez com que ele não tivesse a mesma recepção de Barrichello.

Já o ex-piloto da Ferrari estreou com o pé direito. Logo na quinta-feira, quando chegou pela primeira vez ao autódromo, a sua conversa com Lewis Hamilton mostrou como seria o fim de semana de Rubinho. O britânico foi ao encontro do ex-veterano da F1 e não escondeu a surpresa e a felicidade ao saber que Barrichello agora estava no time dos jornalistas.

O ápice da transmissão do último fim de semana aconteceu minutos antes da largada. No grid, Rubinho entrevistou vários pilotos, que não fizeram cerimônia para conversar com o brasileiro. Mas o melhor ainda estava por vir. Enquanto caminhava no grid, Mariana Becker e Barrichello avistaram Mark Webber, em seu momento de concentração pré-corrida, um daqueles instantes em que o piloto está sozinho, pensando no que fará na prova.

Sem perder tempo, Rubinho foi até o australiano para entrevistá-lo, enquanto Mariana, um pouco receosa em “atrapalhar” a concentração do piloto, ficou apenas de longe, observando. Ao contrário do que a repórter imaginava, o piloto da Red Bull abriu um sorriso ao ver o novo “jornalista” da Globo e ainda brincou com o ex-piloto.

Pouco depois, Mariana, ao vivo, admitiu: “Eu nunca que teria essa coragem de interromper o momento de concentração do piloto para entrevistá-lo.” A declaração da tarimbada repórter mostra o quão importante Rubinho é para as transmissões da F1.  Para completar, a sua desenvoltura durante a corrida, analisando mais profundamente a atitude dos pilotos e das equipes no decorrer da prova, mostraram a qualidade que ele trará para a equipe que viaja aos circuitos da Fórmula 1.

Se antes as coberturas das corridas pareciam algo um pouco monótono, apenas com os excelentes cometários de Reginaldo Leme e as traduções dos rádios feitas por Luciano Burti, a chegada de Rubinho deu uma reviravolta nas manhãs de domingo na emissora carioca. Barrichello, além de dar uma qualidade excepcional à equipe, fez com que, enfim, os brasileiros tivessem uma cobertura que se assemelha as transmissões britânicas da F1.

Definitivamente, Rubinho foi a melhor contratação da TV Globo nos últimos tempos.

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