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mar 07

Jogada de sorte!?

Quem conhece alguém de Recife, sabe que os pernambucanos costumam usar algumas gírias que, ao pé da letra, não tem muito a ver com o que ela realmente significa. Por exemplo, alguém que só fala besteira é chamado de “tabacudo” ou “abestalhado”, quem gosta de se exibir com o que tem é facilmente apelidado de “amostrado”. Aqui, nós também não tiramos sarro das pessoas, a gente “tira onda” com os outros. Existe uma infinidade de gírias que são muito usadas pelas bandas de cá.

Massa pode ter acertado na decisão de ir para a Williams

Massa pode ter acertado na decisão de ir para a Williams

Essa explicação toda foi para falar de uma gíria específica que pode casar bem com a situação de Felipe Massa em 2014. Nos últimos dias, na redação, estávamos comentando que o brasileiro pode ter dado a sorte de ir mudar de equipe no momento certo. Quer dizer, estávamos dizendo que Felipe pode ter dado a “cagada do ano”. Calma, não é o que você está pensando. Por aqui, um cara “cagado” é uma pessoa sortuda.

Seguindo nesse raciocínio e deixando de lado as gírias recifenses, o que quero destacar é que Massa pode ter acertado em cheio para 2014. Ele, que estava na Ferrari e era “escanteado” no time vermelho, resolveu sair para uma equipe inferior tecnicamente, mas que tem uma história e uma estrutura que inveja até as maiores escuderias do grid.

Eu tenho costumado comparar a decisão de Felipe com a tomada por Lewis Hamilton no fim de 2012. Na ocasião, o inglês resolveu deixar a toda poderosa McLaren e ir para a Mercedes, que tinha uma previsão de crescimento, mas ninguém imaginava que ela se tornaria a segunda melhor equipe do grid logo no ano de estreia do campeão de 2008. Muitos criticaram Hamilton, mas precisaram engolir as críticas após ver que ele havia tomado a decisão mais acertada.

Este ano, Massa tem a chance de fazer algo semelhante ao feito por Lewis no ano passado. Na pré-temporada, a Williams e a Mercedes mostraram que são as duas melhores equipes do grid, pelo menos neste início de ano. Assim, Felipe pode ter dado o tiro certeiro na escolha de sua equipe, até porque a Ferrari (onde ele estava) está menos competitiva do que o time de Grove e a Lotus (time que Felipe negociou antes de acertar com a Williams) parece ter um dos carros mais problemáticos do grid, junto com o RB10 da Red Bull.

Não estou aqui garantindo que a Williams será a grande surpresa do ano. Até porque ainda é cedo para dizer isso. Precisamos esperar, ao menos, as três primeiras corridas, para tirar uma conclusão de quem brigará na parte de cima da tabela e quem estará por baixo. Entretanto, deixando o lado totalmente profissional de lado, confesso que, como torcedor, estou esperançoso com o time de Grove. Há sim uma grande chance de eles estarem entre os primeiros colocados em praticamente todas as corridas.

Estrutura técnica não falta a eles. Pat Symonds, por sinal, tem feito um trabalho excelente. Conseguiu fazer a equipe evoluir, principalmente com as contratações pontuais para o quadro técnico. Mas é importante destacar que esta é uma opinião baseada totalmente na pré-temporada. Como diz o ditado “treino é treino e jogo é jogo”. Vamos esperar para ver o desempenho do FW36 nas primeiras corridas, daí poderemos falar com mais certeza sobre a temporada da equipe de Frank Williams.

2 comentários

  1. Gutemberg Barbosa

    Como Recifense que sou, reconheço todas essas gírias.

  2. Bruno

    Ainda assim é o Massa.

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