maio 09

Mariah Carey fará show de encerramento do GP de Baku

A meta da Liberty Media de transformar as etapas da Fórmula 1 em 20 Super Bowls está começando a ganhar corpo. Na última sexta-feira(5), a organização do GP do Azerbaijão, que é realizado em Baku, confirmou que a cantora pop Mariah Carey fará o show de encerramento da etapa após a bandeira quadriculada.

Logo no início do ano, quando Chase Carey, o novo chefão da Fórmula 1, tornou pública esta “meta traçada”, ela se tornou o grande assunto do momento. Alguns colocaram como exagerada e impossível, enquanto outros mostraram otimismo. Particularmente, eu elogiei bastante e analisei como uma meta totalmente possível. Por sinal, este foi um dos assuntos comentados em nossos Pocasts, junto com Mario Tavares e Geraldo Lélis.

Mariah será a grande atração do encerramento no Azerbaijão.

Enfim, alguns meses se passaram e não tinha mais ouvido falar sobre essa história de 20 Super Bowls. Claro, em poucos meses no comando, a Liberty já mudou bastante a Fórmula 1 – desde as transmissões até as atividades intensa nas redes sociais da categoria, que têm aproximado mais o público. Mas estamos aqui para falar sobre o show.

A informação publicada no site oficial da Fórmula 1 é de que a cantora “apresentará seus maiores sucessos da carreira pouco depois que a bandeira quadriculada ser agitada em Baku.” Além disso, “todos os titulares de bilhetes terão livre acesso ao concerto.”

Mas o line-up musical não para por aí. No sábado, o circuito de Baku também será palco dos show da banda Black Eyed Peas e da ex-Pussycat Dolls e ex-noiva de Lewis Hamilton, Nicole Scherzinger.

Vamos abrir aspas para o diretor-executivo do circuito do Azerbaijão, Arig Rahimov. “”Estamos incrivelmente orgulhosos de dar as boas vindas à estrela da música mais bem sucedida da história em Baku para fechar o nosso segundo fim de semana na Fórmula 1”, disse.

“Mariah Carey é a voz icônica de uma geração cujas músicas são conhecidas intimamente por milhões de pessoas em todo o mundo. Ouvir a sua incrível série de hits aqui em Baku será um verdadeiro privilégio e o final perfeito para o que está se formando para ser o maior e melhor fim de semana de corrida de F1 da temporada. Estamos prontos para comemorar com o mundo inteiro e estamos convidando você para vir se juntar a nós neste verão em Baku!”

mar 10

O poder de Wolff

A dança das cadeiras no fim de 2016 e início de 2017 serviram para comprovar a força e a influência de um dirigente que, até pouco tempo, parecia ser apenas um “aventureiro” dentro da principal categoria do automobilismo mundial. Estou falando de Toto Wolff, chefão da Mercedes e – porque não dizer – o dirigente mais influente da Fórmula 1 atual.

Sim, eu falei “aventureiro”. Era assim que muitas pessoas dentro da Fórmula 1 viam Toto Wolff no início da sua carreira dentro da categoria. Sem sucesso como piloto, o dirigente era um mero acionista dentro da Williams, em 2009, quando começou a querer se envolver mais com categoria. Assim, foi ganhando espaço dentro do time e tomando algumas decisões.

Wolff (E) tem sido o nome forte nos bastidores da F1.

Foi quando, em 2013, surgiu a oportunidade do dirigente adquirir algumas ações da Mercedes e assumir a vaga de comandante do time alemão. Ali Wolff começava a ampliar toda a sua influência dentro da Fórmula 1.

Com o crescimento da Mercedes na temporada de 2014, se tornando a melhor equipe do grid, muito por conta da mudança drástica no regulamento, Toto passou a ser o comandante com mais força dentro da categoria. Afinal, ele era quem mandava e desmandava dentro da equipe que conquistaria os títulos mundiais dos próximos três anos dentro da categoria.

Mas o pensamento de Wolff vai muito além de ser o mandachuva dentro da escuderia mais competitiva do grid. A ideia é ter total influencia dentro de todos os times. Primeiramente, seu comando estava diretamente ligado as equipes que a Mercedes fornecia motores. Foi assim que colocou Wehrlein e Ocon dentro da Manor durante a temporada passada. Mas parece que, nos últimos meses, sua palavra passou a ter grande peso em times que não tinham nada a ver com a equipe sediada em Brackley.

Primeiro, ele surpreendeu a todos ao ajudar Nico Hulkenberg – que estava em uma equipe que tem motores Mercedes, a Force India – a ir para a Renault. Parece estranho que ele tenha participado de uma negociação dessas, certo? Eu também me surpreendi. Ao que tudo indica, a sua amizade com Frederic Vasseur, até então chefe da Renault, tenha ajudado na negociação.

Com a vaga de Hulk aberta, ele usou novamente o seu peso para colocar Esteban Ocon, uma das jovens estrelas da escola de jovens da Mercedes, na Force India.

Até aí, tudo bem. Pelo menos, há uma ligação entre Wolff e os envolvidos. Mas e se eu lhes disser que a ida de Kevin Magnussen para a Haas também teve o dedo de Toto. E aí, onde pode aparecer qualquer ligação? Magnussen é cria da McLaren e havia sido dispensado da Renault. Pelo lado da Haas, trata-se de uma equipe americana que tem uma grande ligação com a Ferrari. Onde Wolff apareceria nesta negociação? Isso só comprova que o dirigente tem feito de tudo para ter uma boa relação com todos do grid. E quando falo em boa relação, estou me referindo a ter influência direta ou indiretamente nas decisões tomadas. Claro, no fundo, ele sempre quer garantir que sua equipe esteja à frente de todos.

Mas as ações do austríaco não param por aí. Quando foi pego de surpresa pela aposentadoria de Rosberg, foi ele o responsável por comandar todas as negociações relacionada a essa dança das cadeiras. Foi assim que ele dirigiu os anúncios em serie de Pascal Wehrlein, na Sauber, Felipe Massa, na Williams, até que, enfim, confirmou a contratação de Valtteri Bottas.

Dias depois, ele ainda fez outra revelação. Quando mostrou interesse em Bottas, foi ele que sugeriu que a Williams convencesse Massa a retornar. E, para que tudo caminhasse do jeito que ele queria, a Mercedes teria ajudado financeiramente na tentativa de convencer o brasileiro a aceitar a proposta feita por Claire – a filha de Frank Williams, por sinal, tem se mostrado uma grande negociadora, mas isso é assunto para outro momento.

Como se não bastasse sua palavra ter grande peso na hora das equipes optarem por contratar ou não um piloto, você poderia imaginar que Toto também foi capaz de interferir em uma decisão interna da Red Bull? Mas ele fez isso.

Tudo aconteceu quando Christian Horner resolveu “barrar” a ida do ex-piloto e pai de Max Verstappen, Jos Verstappen, para as corridas. O dirigente dos taurinos não estava gostando do comportamento do holandês nos bastidores e das suas declarações polêmicas. Toto, como quem não queria nada, criticou a decisão do comandante da RBR, afirmando que a presença do pai nos bastidores era bom para o jovem piloto.

Obviamente, o principal objetivo de Toto nesta situação era tumultuar o ambiente dentro da equipe que se mostrava ser a principal rival da Mercedes nas corridas. Mas ele conseguiu deixar Horner em uma saia justa, que acabou liberando a presença de Jos.

Todas estas situações só comprovam o grande poder que Wolff tem demonstrado ter dentro da Fórmula 1 atual. É claro que, com a chegada da Liberty Media, a sua influência nas decisões sobre o regulamento técnico ou sobre a condução da principal categoria do automobilismo mundial fica ameaçada. Mas depois de ter se mostrado tão influente dentro de quase todas as escuderias do grid, quem poderia duvidar da capacidade dele?

maio 06

Kvyat: De vilão a vítima em menos de uma semana

Estamos vivendo uma semana atípica na Fórmula 1. Normalmente, após um fim de semana de corrida, as notícias costumam vir em um volume não muito grande, principalmente quando vai chegando o meio da semana até a sexta-feira. Entretanto, a Red Bull tratou de acabar com todo esse marasmo.

Kvyat agora correrá na Toro Rosso.

Kvyat agora correrá na Toro Rosso.

Ontem, a equipe resolveu anunciar oficialmente o castigo dado a Daniil Kvyat por se envolver em alguns incidentes nas últimas corridas. Pois bem, passado um dia após a bomba ter estourado nas mãos do russo, dois pontos acabaram chamando a atenção. O primeiro deles, sem dúvidas, é quanto ao mérito de certo ou errado na decisão tomada pelo time comandado por Christian Horner. Mas o que acabou chamando mais a minha atenção foi o fato de como tudo mudou em poucos dias na vida de Kvyat, saindo de vilão a mocinho injustiçado praticamente da noite para o dia.

Primeiro vamos falar sobre a decisão da Red Bull. Não restam dúvidas de que foi uma atitude extremamente radical do time. Entretanto, reluto a dizer que Helmut Marko e cia tomaram a decisão puramente no impulso.

É óbvio que o o incidente entre ele Vettel em Sochi foi apenas o estopim para que uma atitude fosse tomada. Há quem diga até que a Red Bull já iria tirá-lo antes mesmo do GP da Rússia. Ou seja, tem muito mais coisas que ainda estão obscuras.

Enquanto não podemos cravar nada sobre o que realmente aconteceu, o que podemos é julgar se foi certa ou errada a decisão. Não quero me alongar muito na opinião sobre o caso até porque é quase unânime de que foi uma grande sacanagem com o russo. Ao que tudo indica, a Red Bull voltou a acabar com a carreira de um jovem piloto. É torcer para que ele, aos 20 anos, tenha maturidade suficiente para dar a volta por cima.

Mas para ser honesto, o que mais me chamou a atenção nesta história toda foi a forma como Kvyat era tratado até a quarta-feira e como tudo mudou totalmente na manhã da quinta-feira. Fazendo uma comparação bem pouco exagerada, é como se você tivesse um companheiro de trabalho que estivesse fazendo mal o serviço e estivesse de certa forma comprometendo o trabalho da equipe. Você, que quer crescer, fica chateado e critica o seu companheiro. Dai, um dia você chega na empresa e descobre que ele foi demitido. A partir desse momento você começa a vê-lo com outros olhos, começa a enxergar os pontos positivos.

É claro que há pontos discutíveis nesta comparação, mas acho que dá para exemplificar bem a situação de Daniil. Até a quarta-feira, o que se falava era da sua imprudência, de que havia conquistado um pódio na China, mas não vinha bem nas provas anteriores e errou muito feio na Rússia. Mas após o “castigo” todos voltaram a ver os pontos positivos dele – no ano passado foi melhor do que Ricciardo, subiu no pódio em Xangai, etc.

Para completar, a Red Bull, que até poucos dias, era a grande reveladora de talentos, tendo nas suas duas equipes só pilotos revelados por ela – Ricciardo, Kvyat, Sainz e Verstappen -, agora é a grande destruidora de carreiras de jovens pilotos, como foi o caso de Buemi, Alguersuari, etc.

É claro que os dois pontos de vista têm seus fundamentos, mas, como diz o ditado, nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno. A RBR é sim muito feliz no seu programa de jovens pilotos e abre possibilidade para jovens com talento e não com dinheiro. Mas também é responsável por afundar a carreira de outros jovens.

Muitas notícias ainda vão surgir até a próxima etapa, o GP da Espanha que acontecerá no dia 15 de maio. Até lá, está sendo interessante ver os comentários sobre a situação da Red Bull. Provavelmente, em alguns dias, o foco será a capacidade de Verstappen para assumir uma vaga em uma equipe grande com pouco mais de um ano de experiência na F1, mas isso será assunto para outro momento.

mar 18

Os melhores engenheiros do mundo estão na F1. Será mesmo?

Os amantes do automobilismo costumam dizer que a Fórmula 1 está cercada pelos melhores engenheiros do planeta. Obviamente, isso não deixa de ser verdade, já que eles são capazes de criar soluções aerodinâmicas incríveis que dão milésimos de segundo de vantagem, o que na categoria pode fazer muita diferença.

Mas em toda família sempre há uma ovelha negra. Bem, para explicarmos o caso a seguir, vamos voltar para a temporada de 2014 da GP3 Series, quando no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, Kostantin Tereshchenko decolou após errar em uma das curvas. O voo do carro da piloto aconteceu porque a zebra da pista era alta e se transformou numa “plataforma de lançamento”. Veja no vídeo:

Depois disso você deve estar imaginando: Os organizadores de Spa-Francorchamps aprenderam e vão fazer o possível para evitar outro acidente como aquele, certo? Não! Eles fizeram totalmente o contrário. Agora, a curva mais famosa do calendário da F1, a Eau Rouge, conta com algumas “lombadas desenvolvidas especialmente para transformar um carro de corrida em um jato”.

Eau Rouge agora tem lombadas

Eau Rouge agora tem lombadas

Pois é, nem tudo é perfeito na F1. Espero realmente que os organizadores revejam esta situação e retirem essas lombadas para as corridas de Fórmula.

Obs: Entendemos que estas lombadas não devem ter sido projetadas por engenheiros e sim pelos organizadores do circuito que visam evitar que pilotos “cortem” a Eau Rouge.

Fonte: WTF1 (wtf’1.co.uk)

set 09

Enfim, de volta ao pódio

No último fim de semana, Felipe Massa enfim voltou a comemorar um grande resultado na Fórmula 1. Além do pódio conquistado no GP da Itália – sua segunda casa, já que correu por muitos anos na Ferrari -, o brasileiro ainda terminou a prova à frente do seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, o que não tem sido muito comum nesta temporada.

Massa voltou a subir no pódio em Monza

Massa voltou a subir no pódio em Monza

O terceiro lugar em Monza foi muito mais do que merecido para Felipe. Não foi conquista ocasional, que veio por consequência de problemas de outros pilotos, e sim por méritos totais de Massa. A excelente largada do brasileiro, que pulou para a segunda colocação ainda na reta principal, somada a inteligência e a cautela ao deixar Magnussen o ultrapassar na primeira curva, evitando o toque, foi fundamental para o resultado final.

Massa tinha a consciência de que, mesmo perdendo a posição para o dinamarquês da McLaren, teria totais condições de o ultrapassar logo em seguida, já que o carro da Williams é muito superior ao do time de Woking. E foi o que aconteceu. Depois, perdeu uma posição para Lewis Hamilton, o que era uma coisa natural, e se posicionou em terceiro até o fim da prova.

Praticamente, durante toda a corrida, Felipe estava “sozinho” na pista. Ninguém o ameaçava e nem ele ameaçava as Mercedes que iam à sua frente. Obviamente era “impossível” brigar com os carros alemães. por isso o que há de se destacar é a capacidade que o brasileiro teve de se manter constantemente rápido durante toda a prova. Tanto que ele teve a terceira volta mais rápida da corrida.

Outro ponto que deve ser destacado é o crescimento que a Williams vem tendo a cada corrida. É bem verdade que o Circuito de Monza, pelas sua característica de alta velocidade, favorece ao FW36, mas o resultado obtido foi bastante consistente. Apesar de ter largado muito mal, Bottas teve uma boa corrida de recuperação. Ultrapassou os rivais sem tomar conhecimento e se garantiu na quarta colocação.

Caso mantenha esse excelente desempenho nas próximas corridas, a escuderia de Grove pode sim sonhar com o vice-campeonato até o fim do ano. Particularmente, é por isso que vou torcer, principalmente pelo fato de a Williams contar com dois brasileiros em seu quadro de pilotos.

ago 27

Amigos? Que amigos?

Lembro que no início da temporada, muito se falava sobre o fato de Nico Rosberg e Lewis Hamilton serem amigos desde as categorias inferiores da Fórmula 1. Uma amizade bonita que durou até mesmo na principal categoria do automobilismo mundial, onde ter um amigo de verdade no grid é raro.

Hamilton - Rosberg - Mercedes

Mas se é tão difícil confiar em um amigo que é seu rival na pista, imagina quando este seu “amigo” está disputando o título contra você. Pior, quando ele também é seu “companheiro de equipe”. E é assim que a tal amizade de longas datas entre Nico e Lewis está acabando.

Na última edição da Revista Race, falamos sobre o fim da “lua de mel” entre Hamilton e Rosberg. Logo depois, o próprio piloto britânico disse que eles haviam conversado e resolvido a situação. Mas a disputa dentro da pista voltou a falar mais alto no último fim de semana, quando o germânico tocou o carro de Lewis e furou o pneu do inglês.

Sinceramente, em uma categoria tão competitiva, com pessoas de diversos países e diversas culturas diferentes, é quase que impossível ter um amigo. Até cheguei a acreditar que o respeito pela a amizade poderia ser a cura para a disputa interna entre os pilotos da Mercedes. Mas está mais do que provado que qualquer um dos dois, se precisar “trapacear” para vencer, fará isso sem mesmo pensar em equipe ou amizade.

Hamilton e Rosberg são dois pilotos extremamente competitivos e que não aceitam ver seu companheiro beneficiado por “ordens de equipe”. Por isso, farão de tudo para conquistar este título. Para piorar, Hamilton parece não ser um piloto que convive muito bem com o fato de estar atrás do seu companheiro de equipe na disputa.

E é sabendo disso que creio que a “briga” entre os dois piloto da Mercedes vista no último fim de semana não será a última até o fim do ano. Com o GP de Abu Dhabi valendo o dobro de pontos, vai faltar espaço na pista para caber os dois competidores das flechas prateadas durante as corridas.

No entanto, caso essa disputa entre os dois comece a prejudicar o rendimento do time alemão, será inevitável que o “faster than you” passe a ser ouvido no rádio de um dos dois. Vamos torcer para que não e que vejamos mais “confusões”, manobras e ultrapassagens espetaculares entre os pilotos da Mercedes nas corridas que restam.

 

abr 25

Ainda não foi dessa vez

A sexta-feira amanheceu quente na Fórmula 1. Isso porque o boato da vez era de que Michael Schumacher teria despertado do coma e teria reconhecido a sua esposa. O rumor foi divulgado por alguns veículos de comunicação da Europa e da Rússia.

Surgiram rumores de que Schumi teria acordado

Surgiram rumores de que Schumi teria acordado

De acordo com os veículos, a assessora do piloto, Sabine Kehm, teria conversado com a emissora alemã ‘RTL’ e confirmou o despertar do heptacampeão mundial. A informação animou os fãs, que esperam há meses por uma notícia como esta.

Entretanto, tudo parece não ter passado de um boato. Isso porque a repórter do jornal ‘Bild’, Nicola Pohl, disse ter recebido uma mensagem de texto de Kehm e a agente do piloto negou que teria conversado e passado qualquer informação para a TV.

Tudo não passou de um rumor, mas pode ser que esse seja o início de boas notícias. Não, essa não é uma informação extra, é apenas uma teoria que tenho comentado nos últimos dias. Acompanhando os noticiários, toda vez que alguém passa um notícia sobre Schumacher, a assessora logo depois nega a informação. Entretanto, dias depois, a tal informação é confirmada, mesmo que não seja “ao pé da letra”.

Claro, isso é apenas uma opinião minha, que estou na torcida para que Schumi se recupere o mais rápido possível. Agora, a torcida é para que essa minha “teoria” esteja certa.

 

#ForçaSchumi.

abr 07

Que corrida!

Todo trabalhador sabe que, nos seus dias de folga, você faz de tudo para ficar longe de tudo que remete ao seu trabalho. Comigo não é diferente. Escrevendo sobre Fórmula 1 todos os dias, quando não estou trabalhando, procuro ficar um pouco longe dos assuntos relacionados a categoria. Até nas rodas de amigos eu evito comentar o assunto.

Disputa entre as Mercedes foi épica

Disputa entre as Mercedes foi épica

Quando a minha folga coincide com um domingo de corrida, eu acabo não ficando totalmente afastado da F1. Costumo dar uma olhada no que está se passando no GP, até para me manter informado sobre o que se passou na corrida e ter conhecimento sobre o que estou falando – no caso escrevendo – durante a semana.

Ontem, foi um dia totalmente atípico do que eu disse antes. Planejava fazer o mesmo de sempre: ligar a TV para ver a corrida e fazer outras coisas ao mesmo tempo. Mas quem disse que consegui? Do momento em que apertei o “power” no controle remoto até o o início da noite, não consegui me desligar da Fórmula 1. Não por menos, o GP do Bahrein foi um dos melhores – senão o melhor – que já assisti nos últimos anos.

Para ser honesto, não me lembro de uma corrida em que as equipes não interferiram na disputa entre os seus pilotos, mesmo restando poucas voltas para o final. Em Sakhir, além dos pilotos, quem deu um show de esportividade foram os chefes das escuderias, que em nenhum momento pediram para que seus comandados tirassem o pé para não “estragar” a corrida do time.

Foi simplesmente incrível ver Felipe Massa brigando com Valtteri Bottas, Daniel Ricciardo com Sebastian Vettel, Sergio Pérez com Nico Hulkenberg, Fernando Alonso com Kimi Raikkonen e, o mais importante, Lewis Hamilton e Nico Rosberg disputando a liderança da prova. Mais legal ainda foi ver que todas estas disputas foram totalmente limpas.

Apesar de o mais importante ter sido a disputa entre companheiros de equipe, também há de se destacar a briga entre todos os pilotos que terminaram a prova no top 10, por exemplo, a de Massa contra os dois carros da Force India, de Ricciardo contra Hulkenberg, do próprio Massa com Vettel, etc. Definitivamente, foi uma prova para não sair da cabeça dos amantes da Fórmula 1 nunca mais.

Também não  podemos esquecer do acidente cinematográfico provocado por Pastor Maldonado, que fez Esteban Gutiérrez capotar. Convenhamos, a punição aplicada ao venezuelano ficou “baratíssimo” para ele. Um stop and go na corrida e a perda de cinco posições no grid do GP da China está muito longe do que o ‘louco’ da Lotus merecia.

E o que falar da épica batalha entre os carros da Mercedes? Rosberg largou na frente, mas viu Hamilton assumir a ponta logo na largada. Depois, o alemão até chegou a andar na frente de Lewis por algumas voltas, até perder a posição mais uma vez. A cereja do bolo, sem dúvidas, veio após o safety car. Com o “rádio no mudo” os dois travaram um duelo emocionante, com direito a vários X por parte de Hamilton.

No fim, quem ganhou não foi Lewis Hamilton e sim o público presente nas arquibancadas de Sakhir e os telespectadores de todo o mundo, que não viam uma prova tão emocionante há muitos anos.

Fica aqui os parabéns para os pilotos, que proporcionaram uma emoção intensa desde o momento em que as luzes vermelhas se apagaram e os carros partiram, mas principalmente para Toto Wolff (Mercedes), Christian Horner (Red Bull), Pat Symonds e Rob Smedley (Williams), Vijay Mallya (Force India) e Stefano Domenicali (Ferrari), que nas voltas finais ficaram totalmente calados e não interferiram na disputa entre seus pilotos.

mar 25

Há 30 anos, Senna estreava na F1

Hoje, 25 de março de 2014, completam-se exatos 30 anos que o eterno ídolo mundial, Ayrton Senna, fazia a sua estreia na principal categoria do automobilismo no mundo, a Fórmula 1. E a primeira corrida foi logo em casa, no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que já não existe mais.

Hoje completam 30 anos da estreia de Senna na F1

Hoje completam 30 anos da estreia de Senna na F1

Aquela prova não foi tão boa para o piloto. Em sua estreia, correndo pela Toleman, ele largou na modesta décima sexta colocação e abandonou a corrida com apenas oito voltas completadas. Entretanto, nas provas seguintes, Senna mostrou o seu talento, terminando as corridas de Kyalami, na África do Sul, e Spa na sexta colocação.

Vale lembrar que também foi naquele GP do Brasil que Ayrton iniciava a sua maré de azar correndo em casa, que só termino na dramática prova em Interlagos de 1991, quando venceu após ter problemas no câmbio durante a corrida.

O campeonato de 84 foi longe de ser um dos melhores para Ayrton. Ele fechou o ano apenas na nona colocação no Mundial de Construtores, mas com três pódios e 13 pontos conquistados.

mar 21

#Senna54anos

Obviamente, eu não poderia deixar passar uma data como a de hoje sem escrever absolutamente nada sobre o meu maior ídolo. Acredito que seja também o maior ídolo de 99% dos brasileiros. Vou tentar resumir meu pensamento neste dia em que, se estivesse vivo, Senna completaria 54 anos de idade. Mas hoje gostaria de me reservar a falar apenas sobre as coisas boas dele, deixando a sua morte um pouco de lado. Tentando fingir que aquilo foi apenas uma pesadelo.

Eu faço parte da geração que pouco pôde ver Ayrton correr na Fórmula 1. Mas um piloto como Senna, até um garoto de 12 anos conhece bem. Ídolo aqui e no mundo, o brasileiro coleciona títulos e vitórias na F1 e em outras categorias. Para ser honesto, defendo a tese que outro piloto como ele, nunca mais irá existir.

Por isso, gostaria de compartilhar com vocês uma das minhas melhores lembranças de Ayrton, a primeira vitória no GP do Brasil. Este vídeo, até hoje, me deixa com os olhos marejados.

 

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